Peroá de Fone #13: Não é superstição, é voadora!

Saiba o que os artistas que se apresentam no "VI Festival Voadora" estão sentindo ao voltar aos palcos e a expectativa para os shows, transmitidos no YouTube nos dias 13, 14 e 15 de maio, às 20h

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O "VI Festival Voadora" reúne 12 artistas capixabas no palco do teatro Sesi para três noites de muita música, liberdade e amor - Crédito: Marcelo Sill

Uma imensidão de ritmos toma conta do palco do Teatro Sesi, em Jardim da Penha, Vitória, nos próximos dias 13, 14 e 15 de maio. É o VI Festival Voadora, evento musical transmitido no YouTube, sempre a partir das 20h, com 12 atrações capixabas apresentando seus trabalhos autorais. Diversidade pura em Rock, Hip Hop, Jazz, Samba, Soul, Indie, MPB, Brega e toda sorte de estilos com artistas caixa alta do Espírito Santo que estavam morrendo de saudade de fazer shows devido à pandemia.

E a distância dos palcos por mais de um ano tem tornado os dias um pouco mais doloridos em meio ao caos sanitário brasileiro. Levar amor, força e um abraço em notas musicais, dança e muita energia foi a forma encontrada para fortalecer ainda mais o vínculo afetivo entre artista e público, entre arte e vida.

Se olhar para câmera e sentir a energia da plateia é difícil, então é tarefa para quem entende do riscado. Essa foi a missão dada nomes já consagrados ou promissores da cena capixaba. Bella Nogueira, André Prando, Not So Bad, Dan Abranches, Duarte, Roberta de Razão, Alinne Garruth, Luri, Afronta MC, Joabe Reis, Gabriel Ruy e Chorou Bebel vão se apresentar por três noites seguidas para o público em casa.

O Peroá de Fone procurou essa gente tão boa para entender o tamanho do desafio, da expectativa e, claro, da esperança de que o público possa curtir o melhor show possível, esteja onde ele estiver. Tem música inédita, dança, revisita a antigos trabalhos e muita surpresa preparada. Essa prosa firme com alguns dos músicos está no episódio número 13, que você já pode ouvir no Spotify.

O alento em som e imagem que é o Festival Voadora é uma realização do selo Voadora Records em parceria com a empresa MM Projetos Culturais. Os recursos são provenientes da Lei Aldir Blanc. Todos os participantes do projeto contam com cachê de até R$ 3,5 mil.

VI Festival Voadora

Shows:

  • Dia 13: Duarte; Chorou Bebel; Bella Nogueira; Joabe Reis
  • Dia 14: Luri; Dan Abranches; Not So Bad; André Prando
  • Dia 15: Alinne Garruth; Afronta MC e Úrsula; Gabriel Ruy; Roberta de Razão

Trintou

Crédito: Reprodução

Ainda neste episódio, os 30 anos da maior banda de Hardcore do Brasil: Dead Fish. Com três décadas de vida completadas nesta semana, é óbvio que o tempo passou voando para o grupo natural de Vitória. Talvez por isso o vocalista Rodrigo Lima seja o único remanescente da formação original. Afinal, outros caminhos se abriram para os camaradas e eles não seguem mais unidos nos discos e shows.

Ainda assim, Rodrigo transmite aos demais rapazes toda aquela energia fundamental para que todos continuem em plena forma, dando um gostinho de quero mais. Não é à toa que quem se identifica com os caras cria uma relação muito especial.

A longa caminhada da banda está sendo registrada em um livro, como a gente já contou na segunda edição do Peroá de Fone, em entrevista com o jornalista Rafael Braz, um dos autores da obra.

O hardcore e os ideais, em momentos difíceis como o que vivemos, são um ar fresco em meio ao mormaço. Nos lembremos que o lado certo da história não tem sangue nas mãos. Não há meias palavras.

Novidade na música pop

Crédito: Reprodução/Instagram

Nesta sexta-feira, o artista capixaba Rodrigo Taquetti lançou o primeiro single “Agora é a Minha Vez”. Ele nos contou sobre a inspiração para a composição: os artistas que são referências, Bruno Mars e Vitor Kley. Pode esperar uma energia muito positiva!

A música está em todos os tocadores.

Adeus ao riso e homenagem à madrinha e ao menestrel

Foto: Reprodução/Instagram

Nos despedimos do ator e humorista Paulo Gustavo, que morreu na última quarta-feira (4), aos 42 anos, vítima de complicações da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 13 de março no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, para tratamento da doença. Sua morte foi confirmada por volta das 22h pela equipe médica responsável por seu tratamento. Ele deixa o marido Thales Bretas e o filhos Gael de Paulo e Romeu de Thales, de apenas um ano de idade.

Por dois meses o país inteiro acompanhou aflito a luta de um dos maiores talentos do nosso humor, responsável por fazer sorrir todas as pessoas, independente da classe social. Com alegria, levou a causa LGBT a todos os níveis da nossa estrutura, que, mesmo sendo por vezes tão preconceituosa, caiu na gargalhada e aprendeu a amar figura de tão rara simpatia e penetração nos lares brasileiros.

“Adeus, adeus, adeus! Palavra que faz chorar”, diz a canção de Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva. O samba em homenagem à madrinha Beth Carvalho e ao compositor Aldir Blanc. A primeira partiu em 30 de abril de 2019 e completaria 75 anos na última quarta-feira (5), enquanto completou um ano desde que nos deixou, em 4 de maio de 2020.

Ela marcou história com lindas interpretações de grandes sambistas, ele compôs muitos dos mais belos versos do cancioneiro popular brasileiro. Beth lançou grandes nomes como Zeca Pagodinho e ajudou a divulgar o Cacique de Ramos. Aldir fez história ao lado de João Bosco, Vinícius de Moraes e outros gigantes da nossa música, além de dar nome à Lei n° 14.017, de 29 de junho de 2020, que instituiu o auxílio governamental aos trabalhadores da cultura durante a pandemia e que tanto falamos aqui.

Crédito: Divulgação

Confira o episódio na íntegra:

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