Especialista capixaba comenta aumento de 10% no assassinato de policiais em 2020 no Brasil

Ao todo foram 198 policiais mortos em serviço ou de folga, um a cada 44 horas, número 10% maior do que em 2019

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Alta cúpula da Segurança Pública participou "in loco" da operação - Foto: Divulgação/PMES

O número de policiais assassinados no Brasil voltou a subir depois de três anos em queda. Em 2020, no total, foram 198 policiais mortos em serviço ou de folga, um a cada 44 horas, número 10% maior do que em 2019. Os dados são do Monitor da Violência em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Especialista em Segurança Pública, o capixaba Rogério Fernandes Lima acredita que o aumento está relacionado aos confrontos com criminosos. Além disso, que a segurança pública é indissociável aos acontecimentos evolutivos da sociedade e o policial, em suas ações, acaba figurando como protetor e vítima ao mesmo tempo.

“Assim, entre os fatores que podemos dizer que influenciam  é o aumento de confrontos entre criminosos e policiais”, conta Rogério,  que ainda destacou outros fatores como “a diminuição dos freios inibitórios sociais, religiosos e familiares; o acesso facilitado a armamento de guerra; a maior irresponsabilidade e violência dos jovens; uma forma de se impor e ganhar respeito entre as facções criminosas e da própria comunidade; a fragilidade da legislação”, disse.

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, com teoricamente menos pessoas transitando nas ruas por conta das medidas restritivas tomadas pelos governos estaduais e municipais, o aumento do número de mortes de policiais continuou da mesma forma. Para o especialista, esse índice é, na verdade, reflexo da sensação de impunidade dos criminosos.

Rogério Fernandes Lima, capixaba e especialista em Segurança Pública. Foto: Divulgação

“Diante deste cenário, com a fragilização do respeito e controle pelas famílias, da escola, das religiões e ainda, com uma legislação fraca, os jovens (principalmente) se sentem à vontade para, além da prática de crimes e aterrorizar as comunidades, enfrentar a Polícia confiando que não serão punidos, ou se forem apreendidos, cumprirão uma medida sócio educativa de, no máximo, três anos”, explicou Rogério.

Ele reconhece, no entanto, que a solução não é somente armar mais o policial ou a aquisição de novos armamentos e de equipamentos de proteção individual, mas “passa pela necessidade de investimentos multidisciplinares nas áreas sociais, de saúde, educação, tecnologia e, principalmente, alteração legislativa”, finaliza ele, que também é especialista em controle de distúrbios civis.

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