Juninho recebe propostas de partidos e espera formar “composição competitiva” para ser candidato em 2022

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Juninho, ex-prefeito de Cariacica. Foto: Divulgação

Prefeito de Cariacica entre 2013 e 2020, Juninho (Cidadania) se distanciou de cargos públicos para trabalhar na iniciativa privada e dedicar tempo ao doutorado e à família, mas permanece atento ao cenário político. Quatro partidos fizeram convites para que ele se filie e deixe o Cidadania. Segundo ele, depende da condição de formar uma composição para uma candidatura competitiva.

Juninho diz ter boa relação pessoal com todos os agentes políticos que o procuraram, e mantém laços e gratidão ao Cidadania. No entanto, a possibilidade de ter Luciano Rezende, ex-prefeito de Vitória, a frente do projeto do partido o faz refletir sobre a necessidade de sair.

O mais complicado para mim não é entrar em um partido, mas sair do Cidadania. Não posso perder de vista a condição de ter chapa para uma candidatura. Eu aguardo modificações eleitorais para ajudar na tomada de decisão“, fala.

A senadora Rose de Freitas o convidou a ingressar ao MDB, enquanto que Ricardo Ferraço para o DEM. Em janeiro, também Sergio Vidigal, ao PDT. Outra legenda a negociar foi o Republicanos. Ao momento em que os partidos têm tido posicionamentos divergentes, em perspectiva nacional, o ex-prefeito se diz de “centro” e ser contra as polarizações.

Em 2022, Juninho descarta se candidatar a deputado estadual; o restante está na mesa.

Tenho dito que a única certeza que tenho é que não venho como deputado estadual. As outras, todas são possíveis, inclusive não ser candidato“, comentou.

Durante as pesquisas eleitorais realizadas pelo Ibope, a pedido da Rede Gazeta, em 2020, 68% dos eleitores de Cariacica consideraram a gestão de Juninho como ruim ou péssima.


Insatisfação com Arnaldinho ‘cresce a passos largos’ na Câmara de Vila Velha

Arnaldinho quando ainda era vereador de Vila Velha e principal nome de oposição à gestão Max Filho (PSDB) – Foto: Assessoria/Arnaldinho Borgo

Mal completou 100 dias de mandato e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), já conta com uma crescente insatisfação na Câmara de Vereadores. Sobram reclamações relacionadas a uma suposta demora nas entregas à população, resultando em cobranças das bases eleitorais aos parlamentares. Outra crítica se faz ao tratamento recebido pelo gabinete. “Ele é muito mal assessorado”, dizem nos bastidores.

Aos poucos, a irritação vem erodindo a ampla base de apoio angariada no Legislativo, onde não prosperou, até agora, um movimento oposicionista claro – o que evidencia a roupagem aliada dos descontentes. Sem uma solução, dentre elas um melhor diálogo e a desburocratização da máquina, avista-se o surgimento de alguma resistência definida.

“Ele [prefeito] tem de se tocar que o movimento cresce a passos largos, e à medida que ele confia na ampla maioria que obteve na Câmara, precisa conversar melhor. Vereadores estão insatisfeitos com a falta de entrega, porque a população cobra. Não tem briga, mas tem insatisfação. É sério isso. E tem coisas que somam. Uma delas é o gabinete, que não tem muita diplomacia, não trata bem os vereadores. Ele é muito mal assessorado”, relatam fontes em sigilo.


TSE convoca eleições suplementares para prefeito em Boa Esperança

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria dos votos (4 a 3), pela realização de eleições suplementares para prefeito no município de Boa Esperança. Candidato com maior número de votos no pleito de 2020, Romualdo Milanese (SD) teve o registro indeferido.

Milanese teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) no ano passado, por inexistência de filiação partidária no prazo determinado pela lei, que é de seis meses antes da eleição.

O político teve seus direitos políticos suspensos por três anos, pela prática de improbidade administrativa. No voto do relator do caso, o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, a decisão do TRE-ES para a suspensão no período entre 17 de maio de 2017 a 18 de maio de 2020 foi endossada.

Como o político se filiou ao Solidariedade no dia 3 de abril – um mês antes de o prazo de inelegibilidade terminar –, ele estaria, então, inelegível”, destacou o ministro Tarcisio ao proferir seu voto na sessão inicial.

O presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, divergiu. Apontou que o período de suspensão teria início a partir de quando a sanção entrou em trânsito em julgado, no dia 25 de agosto de 2015, conforme decisão da justiça comum.

Os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Mauro Campbell Moraes acompanharam o voto do relator. Além de Barroso, os ministros Sérgio Banhos e Luis Felipe Salomão também divergiram.

A decisão será publicada no Diário Oficial do Judiciário e o TRE-ES dará início aos trâmites para a realização das novas eleições. Ainda não há um calendário previsto para o registro de chapas ou definições de propagandas eleitorais, assim como a data do pleito.

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