Sindipetro-ES denuncia Petrobras por negligência após surto de Covid-19 em plataforma

Pelo menos 20 trabalhadores da P-58, localizada no Parque das Baleias, estão em isolamento social com sintomas da doença, sendo cinco deles confirmados e dois internados em UTI's

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Plataforma P-58, localizada no Parque das Baleias. Foto: Reprodução | Sindipetro

O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) protocolou uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) acusando a Petrobras de negligência após um surto de coronavírus na plataforma de produção P-58, localizada no Parque das Baleias, região capixaba da Bacia de Campos.

Segundo a categoria, pelo menos 20 profissionais estão em isolamento social com sintomas da doença, sendo cinco deles confirmados e dois internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais do Estado. Esse quantitativo de casos, contudo, está sendo estimado a partir dos próprios trabalhadores. Uma vez que a empresa não estaria repassando as informações.

A acusação traz ainda a falta de assistência com os funcionários afastados e a não suspensão das atividades consideradas não essenciais no navio.

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“A Petrobras não está prestando assistência adequada para os funcionários internados e suas respectivas famílias. É mais grave quando se trata dos terceirizados. Ao se afastarem dos serviços, não estão recebendo os salários. Por terem contas a pagar e uma família para alimentar, muitos omitem os sintomas da Covid-19. Isso é gravíssimo!”, declarou Valnísio Hoffmann, coordenador geral do Sindipetro-ES.

Normalmente, cerca de 300 funcionários estão à bordo da P-58 – considerando aqueles que ficam em hotéis flutuantes, acoplados à plataforma, para prestarem serviços à mesma. Um ambiente ideal para o cenário de pandemia em que o Brasil vive, de acordo com o Sindipetro, seria a manutenção de apenas 95 desses.

“Estamos ameaçando uma greve sanitária caso as medidas de proteção não sejam adotadas. Isso é crime de responsabilidade. Nossas sugestões não impactam significativamente o custo da Petrobras. Todas as áreas dispensaram os serviços que não são essenciais para proteger as pessoas. Nessa ramo, não é diferente, existe uma série de coisas que podem ser postergadas: como a pintura, por exemplo”, completou Hoffmann.

O sindicato ressaltou também que está acompanhando o andamento de todos os casos e prestando apoio para as famílias. No Facebook, publicou um informativo tornando público o andamento das negociações.

O que diz o MPT-ES

Até a publicação desta matéria, o Ministério Público do Trabalho não havia retornado a demanda da reportagem.

Outro Lado

Até a publicação desta matéria, a Petrobras não havia retornado a demanda da reportagem.

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