“Falsa sensação de segurança de tratamento e de cura”, diz Nésio sobre automedicação contra a Covid-19

Para secretário de Saúde, automedicação se da por conta do menosprezo da população em relação aos sintomas da doença

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Médico e microbiologista francês Didier Raoult, principal defensor da hidroxicloroquina contra Covid-19, admitiu que a substância não reduz mortalidade e nem minimiza a gravidade da doença (Foto: Divulgação)

A automedicação também foi um dos temas do pronunciamento do secretário de Saúde Nésio Fernandes nesta segunda-feira (08). De acordo com ele, as pessoas estão menosprezando os sintomas da doença, e que no início da pandemia a população tinha medo e respeito ao tamanho da proporção que a pandemia poderia assumir no Espírito Santo.

Para Nésio, isso agravou a prática da automedicação, e explicou que essa automedicação  não é responsável, aonde muitos cidadãos acabam reconhecendo alguns sintomas, vão na farmácia e compram medicamentos sem evidências científicas. Além disso, acabam fazendo testes nessas farmácias, não sendo devidamente notificados e avaliados por um médico.

Foto: Divulgação Sesa

Ele ainda ressaltou que neste momento, não é apropriado o uso da automedicação, e que  o uso desses medicamentos sem evidências científicas, sejam eles anti maláricos, anti parasitários, vitaminas, são tratamentos que levam a população a terem uma falsa sensação de segurança de tratamento e de cura.

“Acaba que a população que evolui a uma situação crítica procure o hospital já com um dano pulmonar estabelecido, em franca insuficiência respiratória, reduzindo a expectativa positiva do tratamento hospitalar que ela poderia receber. A procura tardia que tem acontecido nos hospitais, leva a uma piora do prognóstico do paciente”, disse o secretário.

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