Sem declarar posição, André Mendonça fala sobre flexibilização de armamentos em coletiva no ES

Mesmo com perspectiva diferente do Governo Federal, ministro declarou que que respeita a opinião de Casagrande

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Foto: Daniel Marçal

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19), o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, respondeu um questionamento sobre a flexibilização dos armamentos no Brasil, uma das principais pautas do Governo Federal. Sem falar se é contra ou a favor, o ministro declarou que em outros diversos pontos existe uma convergência com as ideias de Casagrande.

Lembrando que no último domingo, o governador postou em uma de suas redes sociais uma mensagem criticando a flexibilização da aquisição de armas e munições por meio dos novos decretos de Jair Bolsonaro. “Mais armas, mais trabalho para nossos policiais e mais violência”, disse.

Ao responder o questionamento, o ministro disse que neste ponto específico, Casagrande, que tem todo direito, tem uma perspectiva diferente daquela que é tida pelo Governo Federal, e que respeita a opinião. Ele ainda, “para registro histórico”, trouxe que na constituição dos Estados Unidos, é um dos direitos fundamentais do cidadão o direito ao armamento para sua própria defesa.

“A proposta política do presidente da república sempre trouxe essa bandeira como algo que ele defendia como concepção de Estado a necessidade do cidadão ter o seu direito de ter acesso ao armamento, e que a segurança da pessoa não é só exercida pelo estado como há uma concepção de legítima defesa por parte do cidadão, que se for atacado de forma ostensiva com armamento, seria legítimo ele também poder exercer a legítima defesa”, disse.

Convergência

O ministro destacou que há um grande universo de entendimento convergente entre a necessidade de prevenção e de combate ao crime. E que dentro dessa convergência uma grande soma dos indicadores de violência no Brasil é fruto do crime organizado, e que se houver uma melhor atuação conjunta na área de combate, certamente haverá uma redução da criminalidade violenta no país.

“A soma dos nossos esforços, das políticas de segurança pública, no combate ao crime organizado e aquilo que é fruto da atuação direta da atividade ilícita, certamente nos trará melhores resultados. Esse esforço conjugado é um esforço esperado por toda sociedade, essa busca conjunta de, juntos, com cooperação, atuação sistémica e integração, trazermos melhores indicadores de segurança para o povo brasileiro. É dentro dessa concepção que nós trabalhamos, compreendendo a divergência de posições”, disse.

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