Homem que mantinha laboratório de drogas em apartamento é preso em Guarapari

O suspeito foi detido em flagrante no momento em que saia da sua residência para realizar a entrega dos entorpecentes

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Foto: Divulgação PC

Um homem de 32 anos foi preso na última segunda-feira (11) que mantinha um laboratório de drogas dentro de um apartamento alugado no bairro Santa Mônica, em Guarapari, após uma denúncia anônima. O suspeito foi detido em flagrante no momento em que saia da sua residência para realizar a entrega dos entorpecentes.

Segundo o titular da Denarc, delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, o suspeito afirmou ser usuário de maconha desde os 17 anos de idade e que depois de perder o emprego há cerca de dois anos, resolveu se dedicar à venda da droga para se sustentar. O laboratório do suspeito era altamente tecnológico e possuía equipamentos para promover o melhor cultivo para as plantas.

“Ele vende há aproximadamente dois anos maconha e haxixe para consumidores finais da cidade de Guarapari e, mais recentemente, começou a produzir em domicílio drogas de alto teor de concentração, com as quais ele ainda não sabia exatamente o que faria. Seriam drogas de maior valor, mais caras, mas não sabia como e quando vender essas drogas”, explicou o titular da Denarc.

Na residência alugada pelo suspeito, foram apreendidos cinco tabletes de maconha lacrados, 13 pés de maconha, 18 buchas de maconha, sete buchas de haxixe, dois tabletes grandes de haxixe, três balanças de precisão, ar-condicionado portátil, medidor de ph, prensa hidráulica e um caderno com anotações do tráfico.

O delegado explicou que o suspeito tem um conhecimento bastante profundo e empregava recursos muito sofisticados. Além disso, possuía, por exemplo, medidores de eletro condutividade de acidez da água, com os quais ele avaliava o teor de nutrientes presente na água com a qual ele irrigava a maconha.

“Tinha recursos para correção do pH da água, de modo a sempre fornecer às plantas a água com um grau de acidez ideal ao cultivo. Ele usava estufas muito sofisticadas, espelhadas, que maximizavam e estabilizavam o fornecimento de luz às plantas que ele produzia, de modo a elevar o teor do princípio ativo que elas continham”, relatou o delegado Guilherme Eugênio.

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