Longe de qualquer perigo: especialistas alertam para o uso correto do álcool em gel

Caso seja utilizado de maneira incorreta, o produto pode causar problemas dermatológicos, até mesmo queimaduras

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Foto: Reprodução

O álcool em gel é um item fundamental para a higiene pessoal, tão necessária na prevenção do novo coronavírus (Covid-19). Com sinais de que o Espírito Santo terá mais flexibilizações de atividades sociais nas próximas semanas, é preciso redobrar o cuidado com os riscos de contaminação.

Mas especialistas orientam que é preciso se atentar ao uso correto do álcool em gel. Por exemplo, em praias, exposto ao sol, é contraindicado e pode ocasionar uma situação de perigo, de acordo com a dermatologista Karina Mazzini.

Dra. Karina Mazzini – Foto: Cloves Louzada

Deve-se evitar passar álcool em gel na praia, por conta do sol principalmente. O produto já causa irritação na pele e no sol é um perigo com o risco de causar manchas na pele“, garante a dermatologista.

O ideal é se a pessoa estiver na areia, tomando sol, preferir lavar a mão com água a usar o álcool ou se estiver em algum quiosque, usar o lavatório do mesmo“, explica Karina. “O melhor na praia é deixar o álcool em gel para último caso, a não ser que não tenha como lavar as mãos“, argumenta.

Segundo o cirurgião plástico Humberto Pinto, outro problema é que o álcool pode causar queimaduras. Os casos durante o período da pandemia aumentaram em 30% em crianças e adultos no Espírito Santo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ).

Cirurgião plástico – Foto: Divulgação

O acesso ao álcool em gel se tornou universal, assim qualquer criança pode passar, então é importante os cuidados dos pais, o álcool em gel é menos inflamável que o líquido, mas mesmo assim é perigoso. O ideal é lavar a mão com água e sabão,  e se a criança for usar o pai ou mãe ou responsável estar ao lado“, pontua Humberto.

Caso não for manipulado com cautela e conservado da maneira adequada, o álcool pode causar acidentes dentro de casa. A farmacêutica Raigna Vasconcelos orienta que o produto não deve ser guardado perto de fontes de calor. Além disso, para os fumantes, é preciso esperar que o álcool já tenha evaporado.

Não pode, por exemplo, estar com o cigarro aceso e passar o álcool em gel nas mãos. É fundamental esperar o produto evaporar para evitar qualquer tipo de acidente. Também nada de guardar o frasco perto de fontes de calor como o fogão“, orientou ela, que desde o início da pandemia comercializa o produto pela rede de Farmácias Alquimia.

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