Covid-19 pode ter ainda longo percurso de avanço no interior do ES, avalia secretário

Sesa investiga se taxa de prevalência em Governador Lindenberg, norte do ES, esteja abaixo de 2%, o que pode causar aumento de casos ao liberar atividades sociais

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Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin, durante entrevista coletiva - Foto: Divulgação/Sesa

Enquanto na Grande Vitória a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) considera a situação do contágio do coronavírus (Covid-19) sob controle, no interior a perspectiva é que continue uma fase de aceleração de casos. É a situação de municípios como o de Governador Lindenberg, no Norte do Espírito Santo, que deve permanecer com a população em isolamento.

Isso porque investigou-se a taxa de prevalência da Covid-19 na cidade a partir de um Inquérito Sorológico, como o que foi realizado anteriormente em outros municípios do Estado. Se o valor ficar abaixo de 2%, em prevalência, existe a possibilidade de acontecer um grande aumento de casos da doença na cidade e região, alertou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Se liberarmos as atividades para municípios que tem prevalência de 2%, como se a vida voltasse ao normal, com certeza teríamos ali uma explosão de casos, consequentemente casos graves que podem resultar em mortes de pessoas naquela região. Por isso a importância de monitorar“, diz o subsecretário.

Fora da Grande Vitória, a cidade de Linhares é a que mais registra casos da Covid-19 no ES, com 3214 registros e 47 óbitos. Foto: Reprodução/Linhares

Segundo o secretário Nésio Fernandes, a margem de crescimento da taxa de prevalência pode chegar a 20%, o que significa que a doença pode ter ainda um percurso considerável para avançar.

Fernandes relata que o crescimento da taxa tende a ser diferenciado de acordo com a intensidade de atividades urbanas, onde há maior densidade demográfica e aproximação de pessoas.

Caso se confirme que a prevalência está abaixo de 2% em Governador Lindenberg, nós percebemos que ainda na margem de crescimento até 10%, 15% ou 20% no interior, ela tem muito o que avançar. Isso irá ocorrer de diferentes maneiras em municípios que tem diferentes graus de interação urbana, que tem ou não transporte coletivo, que tem ou não atividade comercial mais intensa. É possível que no interior tenhamos que conviver com uma prevalência latente mais longa do que grandes municípios que tem atividade urbana mais intensa“, fala o secretário.

Curva da pandemia no ES

Nésio Fernandes destacou que o Espírito Santo tem tido uma curva que esteve dentro da capacidade de assistência médica às pessoas que foram contaminadas pelo vírus e que não ocorresse um colapso do sistema de saúde.

O desenho da curva da pandemia demonstra a homogeneidade do enfrentamento e a capacidade de tomar medidas de distanciamento social. Nós não tivemos nenhuma formação que se pareça com uma colina. Temos uma linha que se formou de maneira organizada, baixa e dentro da capacidade assistencial. Em muitos estados do país foi preciso escolher o paciente que ia e o que não ia para o leito de UTI. Isso não ocorreu aqui“, completa Fernandes.

Comparações com outros estados

A Sesa disponibilizou dados que comparam os momentos da pandemia no Espírito Santo, em relação a São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e Ceará.

 

 

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