Casagrande anuncia possibilidade de retorno do futebol capixaba em setembro

Segundo o governador, é preciso cautela para não provocar aumento no número de casos de Covid-19 e colapsar o sistema de saúde.

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Jogadores e dirigentes do Vitória comemoram título do Capixabão 2019 - Foto: Divulgação/Vitória

O futebol profissional no Espírito Santo pode voltar a ser disputado em setembro, de acordo com o governador Renato Casagrande (PSB). O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa online realizada na noite desta sexta-feira (10).

Segundo ele, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem feito reuniões com a Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) para tratar do assunto, mas é preciso aguardar, especialmente em relação à presença ou não de torcedores.

“Estamos apontando para que em setembro a gente possa retomar as atividades do campeonato capixaba, dos campeonatos aqui no Espírito Santo. Temos essa perspectiva, agora, se isso vai ser possível, com torcida ou sem torcida, o tempo é que vai permitir que a gente faça uma avaliação”, disse o governador.

Ainda segundo Casagrande, é preciso cautela para não repetir o que aconteceu em outros estados e municípios, quando a pressa para a reabertura de eventos culturais e esportivos fez aumentar o número de casos de contaminação pelo novo coronavírus.

“Tem um apontamento para que a gente faça a retomada em setembro. Como nós tomamos uma decisão de manter a atividade econômica funcionando, dentro desse debate do plano de convivência e ampliando a capacidade do sistema de saúde, é preciso que a gente dê os passos seguros. Alguns estados deram passos à frente e tiveram que voltar atrás. O pior cenário que pode acontecer é nós darmos passos muito largos e termos que voltar atrás. É melhor que a gente ir cautelosamente, tomando as decisões possíveis dentro de uma avaliação e não ter que retroceder. Vejo estados e municípios tendo que voltar atrás porque colapsou o sistema de saúde, aumentou o número de mortes. Então nosso apontamento é para setembro”, justificou.

Procurada, a FES ainda não se pronunciou sobre o prazo apontado pelo governador.

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