ES perde mais de 6,8 mil empregos formais em maio, o terceiro mês de retração

As informações foram divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou o fechamento de 331,9 mil postos de trabalho no Brasil

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil

Prejudicado pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, o emprego formal registrou, em maio, o terceiro mês seguido de desempenho negativo no Brasil e  no Espírito Santo, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

No país, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no último mês. Já em solo capixaba, foram 6.827 demissões no mesmo período. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

De acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o Espírito Santo gerou 18.848 empregos formais no acumulado do ano, até junho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Apesar do encolhimento do emprego formal, houve melhora em relação a abril, quando haviam sido fechados 860.503 postos no Brasil e 17.881 no Espírito Santo. A retração de empregos totaliza 1.144.118 de janeiro a maio em nível nacional e em 25.819 no Estado.

O setor de Serviços foi o mais afetado no Espírito Santo, com o fechamento de 3.314 postos de trabalho, seguido da Indústria Geral (-1.998) e do Comércio (-1.341). A única área que abriu emprego formais foi a classificada como ‘agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura’, com 302 novos postos.

Setores no Brasil

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados fecharam empregos formais em maio. A estatística foi liderada pelos serviços, com a extinção de 143.479 postos, seguido pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 96.912 postos a menos. Em terceiro lugar, vem o comércio com o fechamento de 88.739 postos de trabalho.

O nível de emprego diminuiu na construção civil com o fechamento de 18.758 postos. Somente o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura criou empregos com carteira assinada no mês passado, com a contratação de 15.993 pessoas.

Destaques no Brasil

Nos serviços, a extinção de empregos foi puxada pelo segmento de alojamento e alimentação (que engloba hotéis e restaurantes), com o fechamento de 54.313 postos formais. A categoria de serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, atividades imobiliárias, profissionais e administrativas fechou 37.687 vagas.

A categoria de serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, atividades imobiliárias, profissionais e administrativas fechou 37.687 vagas. Foto: Pilar Olivares/Reuters

Na indústria, o destaque negativo ficou com a indústria de transformação, que demitiu 94.236 trabalhadores a mais do que contratou. Em segundo lugar, ficou a indústria de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que fechou 2.209 vagas.

As novas estatísticas do Caged, apresentadas desde o mês passado, não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Regiões

Todas as regiões brasileiras extinguiram empregos com carteira assinada em maio. O Sudeste liderou o fechamento de vagas, com 180.466 postos a menos, seguido pelo Sul com menos 78.667 postos e pelo Nordeste com menos 50.272 postos. O Centro-Oeste fechou 12.580 postos de trabalho e o Norte extinguiu 10.151 postos formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, apenas o Acre registrou saldo positivo, com a criação de 130 vagas com carteira assinada. As maiores variações negativas ocorreram em São Paulo com o fechamento de 103.985 postos; Rio de Janeiro, 35.959 postos; Minas Gerais, 33.695 postos, e Rio Grande do Sul, 32.106 postos de trabalho.

* Com informações da Agência Brasil

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