Pandemia: quase 80% das atividades turísticas foram interrompidas, aponta pesquisa da Setur

Ao todo, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) recebeu 305 respostas de empresários de 43 municípios do Espírito Santo

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Foto: Divulgação/Montanhas Capixabas

Com o objetivo de conhecer os impactos econômicos no setor turístico em decorrência da pandemia do novo Coronavírus (Covid -19), a Secretaria  de Turismo (Setur) realizou uma pesquisa, entre os dias 27 e 31 de maio deste ano. Foram enviados formulários on-line aos mais de dois mil cadastrados no Serviço Nacional de Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

Ao todo, a Setur recebeu 305 respostas de empresários de 43 municípios do Espírito Santo. Desse total, 62,2% são pessoa jurídica e 37,8% autônomos. A pesquisa foi criada pela equipe técnica responsável pelo Observatório de Turismo, e retrata os primeiros dias da pandemia.

 “Esta pesquisa, reuniões constantes com secretários municipais, instâncias de governança, Conselho Estadual de Turismo e representantes de todo o setor, bem como nossa participação no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo (Fornatur), foram e continuam sendo nossa forma de conhecer e acompanhar a realidade ocasionada pela crise e assim podermos, a partir deste panorama,  trabalhar para o enfrentamento”, explica o secretário de Estado de Turismo, Dorval Uliana.

Dados

Segundo o levantamento, 79,3% das atividades turísticas no Estado foram completamente paralisadas durante a pandemia. Outros 12,1% tiveram 75% de redução e em apenas 2,6% não reduziram em nada.

Os guias de turismo são a maioria entre os autônomos, 63,4%, seguido por profissionais dos meios de hospedagem e comércio. Os dados apontam também que, no caso desses trabalhadores, a interrupção total das atividades ocorreu entre 79,8%,  sendo que  12,1% reduziram em 75%  a jornada de trabalho e 4,3% reduziram em 50%.

Já entre as empresas (pessoa jurídica), a maioria que respondeu ao formulário é do meio de hospedagem (23,6%), agência de turismo (18,3%) e transportadoras (15,1%). Em 79,5% dos meios de hospedagens, a taxa de ocupação no mês de março foi de 10% e, em abril, 93,2% chegaram a este percentual (10%).

Entre as medidas adotadas para enfrentar a crise ocasionada pela pandemia, 60,8% suspenderam contratos, 19,9% tiveram redução de carga horária e 4,5% demitiram colaboradores. Para amenizar os impactos, 34,9% reduziram preços. Ainda sobre as alternativas encontradas, 51,9% precisaram de financiamento e a maioria buscou crédito nas linhas oferecidas pelo Banestes (32,1%), pelo Bandes (15,8%) e pelo Sicoob (11,4%).

O maior quantitativo de respostas aos questionamentos tem sua origem nos municípios de Vitória, Vila Velha, Santa Teresa, Anchieta, Divino São Lourenço, Serra e Guarapari. As informações completas estão disponíveis no Observatório de Turismo. Confira: https://bit.ly/2YylJoe

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