Augusto Heleno diz que apreensão de celular de Bolsonaro pode ter “consequências imprevisíveis”

Posicionamento do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) remete às notícias-crime apresentadas por partidos e parlamentares que foram encaminhadas à PGR

0
General Augusto Heleno. Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Folhapress

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, publicou uma nota em que diz ser a “inadmissível” e “inacreditável” o pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. Ele faz referência às três notícias-crime apresentadas por partidos e parlamentares encaminhadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, para a Procuradoria Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (22).

Além da apreensão do celular, também foi solicitado também que o presidente preste depoimento. Heleno adotou tom agressivo no documento e afirmou que “tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Leia a nota:

Foto: Reprodução/Twitter

Interferência na PF

As notícias-crime pedem novos desdobramentos nas investigações sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). Foi solicitada ainda a busca e apreensão do celular do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

Os pedidos chegaram ao STF após o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmar que o presidente tentou interferir na PF e queria informações privilegiadas.

Repercussão

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que irá apresentar representação contra o ministro Heleno por crime comum.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, disse “saia de 64 e tente contribuir com 2020, se puder”.

Filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), apenas comentou: “selva”.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui