Carta assinada por Casagrande e demais governadores pede apoio urgente e “bom senso” do Governo Federal

O Fórum dos Governadores ocorreu por videoconferência e reuniu 26 chefes do executivo estadual; No documento, eles convidam Bolsonaro a liderar e agir em parceria

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Foto: Hélio Filho/Secom

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, mais 25 governadores e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniram para tratar medidas para conter a crise do novo coronavírus (Covid-19). Ao fim do encontro, realizado por videoconferência, uma carta foi redigida.

Nesta edição do Fórum dos Governadores, eles pediram crédito para micro, pequenas e médias empresas e redução da meta de superávit fiscal e aplicação destes recursos na saúde, dentre outros pedidos e ponderações.

O inicio do dia foi marcado por um embate entre o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) e o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Casagrande comentou, em coletiva de imprensa, sobre o clima tenso e o que foi discuto na reunião dos governadores do Sudeste com Bolsonaro.

O estopim foi o pronunciamento em cadeia nacional realizada na noite dessa terça-feira (24) pelo presidente. O discurso também foi criticado pelo governador do Estado, que durante fala no Fórum pediu ajuda de Maia e sugeriu que ele coordene um grupo de interação entre os chefes do executivo estadual e os ministros.

Bolsonaro também foi citado na carta assinado pelos 26 governadores: “desejamos que o Presidente Jair Bolsonaro tenha “serenidade e some forças com os Governadores na luta contra a crise do coronavírus e seus impactos humanitários e econômicos”. 

Principais trechos  

  1. Suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, e organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID);
  2. Disponibilidade e alongamento, pelo BNDES, dos prazos e carências das operações de crédito diretas e indiretas para médias, pequenas e microempresas;
  3. Viabilização emergencial e substancial de recursos livres às Unidades Federadas;
  4. Imediata aprovação do Projeto de Lei Complementar 149/2019 (“Plano Mansueto”) e mudança no Regime de Recuperação Fiscal;
  5. Redução da meta de superávit primário do Governo Federal;
  6. Adoção de outras políticas emergenciais capazes de mitigar os efeitos da crise sobre as parcelas mais pobres das nossas populações e aplicação da Lei nº 10.835, de 8 de janeiro de 2004, que institui a renda básica de cidadania
  7. Apoio do governo federal no tocante à aquisição de equipamentos e insumos;

A carta pode ser lida na íntegra clicando aqui.

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