Apesar de discurso de Bolsonaro, Casagrande garante continuidade de medidas restritivas no ES

Discurso do presidente Jair Bolsonaro foi na contramão de recomendações dadas por autoridades em saúde, nacionais e internacionais

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Foto: Hélio Filho/Secom

Apesar do pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro, na noite da última terça-feira (24), com críticas à orientação de isolamento social, dada por governadores aos cidadãos, as medidas anunciadas anteriormente pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, permanecem vigentes.

Foi o que afirmou o governador capixaba em entrevista coletiva na manhã desta quarta, após estar em reunião com outros governadores e Bolsonaro. Casagrande definiu que as aulas escolares estão suspensas e antecipou férias de professores e alunos. Houve também restrições ao funcionamento de comércios, sendo as únicas exceções, supermercados, padarias, farmácias, restaurantes às margens de rodovias federais, bancos.

Confira algumas medidas

  • Suspensão das aulas escolares e antecipação das férias do meio do ano;
  • Restrições do funcionamento do comércio e serviços de atendimento físico (exceto supermercados, padarias, farmácias, restaurantes, bancos);
  • Incentivo a serviços de entrega de produtos por meio de delivery;
  • Fiscalização e orientação de agentes de segurança à população nas ruas, praias e comerciantes;
  • Não frequentar praias;
  • Fechamento de parques estaduais, municipais e privados;
  • Suspensão do funcionamento da linha de trem de Vitória a Minas;
  • Pedido para impedir que ônibus de viagens interestaduais entrem e saiam do Estado;
  • Instalações de barreiras sanitárias nas divisas com estados vizinhos, nas rodovias federais;
  • Alterações em frota de ônibus Transcol.

Crítica ao pronunciamento do presidente

Casagrande se manifestou sobre o pronunciamento do presidente em uma rede social e considerou desconectado com as orientações de cientistas, da realidade do mundo e das ações do Ministério da Saúde.

Além disso, comentou que o discurso confunde a sociedade, atrapalha o trabalho de governadores e prefeitos, menospreza os efeitos da pandemia. Para ele, mostra que o país está sem direção.

Bolsonaro na contramão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o isolamento social para o controle da pandemia.

Bolsonaro, no entanto, afirmou que as aulas deveriam voltar, para mais pessoas circularem nas ruas. Comentou que o novo coronavírus é apenas uma “gripezinha”, um “resfriadinho”, que acomete apenas pessoas acima dos 60 anos. Falou ainda que os casos na Itália, de mais de 700 mortes por dia, ocorrem por conta do clima e da população idosa do país.

2 COMENTÁRIOS

  1. Com um governador desse, antes nem tivesse, as escolas tudo bem de parar, agr o comércio? Onde vai parar a economia do Estado e do País desse jeito, deixou aberto apenas os comércios onde se encontra filas e pessoas aglomeradas, alguém já viu filas em oficinas? Em lojas de roupa?. Governador devia parar de pensar apenas no próprio umbigo, e pensar um pouquinho no desemprego que isso irá causa, na roubalheira que vira depois dessa pandemia, isolar somente as pessoas com umidade baixa e com comorbidades, com certeza agr parar todo um estado?. E daqui a 60 ou 90 dias, de vem vai ser a culpa do caos que irá pairar sobre o Pais?

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