Mundial Sub-17: descendentes e admiradores da Itália fazem festa no Klebão após vitória

Em meio ao tradicional estilo de jogar da seleção italiana, capixabas descendentes levaram bandeiras do país e acompanharam a vitória sobre o Equador com muita festa

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Torcedores fizeram a festa no Kleber Andrade. Leonardo Favato Lorenzoni à esquerda, no meio André Cibien Savergnini e Rosa Maria Maioli à direita - Foto: Vinícius Lodi

A partida se desenrolou da maneira que o italiano está acostumado na vitória sobre o Equador, pela Copa do Mundo Sub-17. Teve o ‘catenaccio’ tradicional da seleção Azzurra e o pragmatismo de uma vitória por 1 a 0.

Foi o suficiente para a emoção de descendentes no Espírito Santo. E do jeito que eles gostam. Aparentemente é um sentimento muito forte pelo país de seus antepassados. Um deles diz que torce apenas pela Itália. Se trata do professor de matemática André Cibien Savergnini.

Torço pela seleção desde 1998, quando aconteceu aquele incidente envolvendo o Ronaldo Fenômeno na Copa do Mundo. Desde então, em 2006 fiz uma festa em casa quando vencemos a França na final. A Itália faz parte da minha vida, é um pedaço do meu coração. Vou continuar torcendo contra o Brasil nas quartas de final“, diz Savergnini.

‘Catenaccio’ em campo

O estilo da equipe jogar fez o espectador recordar dos times campeões da Itália. Um futebol simples, que preza a tática e uma defesa quase impenetrável. Quando a bola passa, o goleiro está lá para garantir.

Segundo o professor de educação física Leonardo Favato Lorenzoni, a partida contra o Equador foi “amarrada”, à moda italiana.

Foi um jogo como o de costume da Itália. Essa é a minha segunda vez que assisto a seleção jogar. É muito importante tê-los aqui, pra quem gosta de futebol. Eu sou fanático. Ter países jogando é muito importante, devemos valorizar esta oportunidade aqui no Espírito Santo“, relata Lorenzoni.

Capixabas cantaram hino italiano

Torcedores aplaudem jogadores após vitória sobre o Equador – Foto: Vinícius Lodi

Ver a Azzurra jogar no Kleber Andrade foi uma experiência inédita para os capixabas.

Cantar o hino, intitulado “Fratelli D’ Itália”, é uma oportunidade de abraçar o amigo ao lado e cantar a plenos pulmões.

Ao lado dos “ragazzi”, ou rapazes, estava a executiva de contas Rosa Maria Maioli. Os três são moradores do bairro de Campo Grande, Cariacica, e se tornaram próximos muito por conta da cultura italiana.

Rosa Maria conta que se programou para vir ao jogo. Ela conta que trabalhou mais cedo e antes de vir ao estádio fez bons negócios. Segundo ela, a melhor parte foi cantar o hino italiano.

É um jogo em Cariacica ‘amore mio’. É indescritível. Eu moro praticamente aqui do lado. Eu não entendo tanto de jogo, mas sim de alegria e festa. De comer, beber. É uma emoção muito grande ver a seleção, ainda mais vencendo. Cantar o hino foi a melhor parte. Trabalhei mais cedo, bati a minha meta e pude vir aqui. Agora, diante do Brasil, eu fico um pouco dividida, mas, quer saber? Eu vou torcer para a Itália“, diz a torcedora empolgada.

O funcionário público Jean Marinato Marcarini estava acompanhado da esposa, a nutricionista Camila Pelles Marcarini Marinato.

Casal acompanhou a vitória da Azzurra – Foto: Vinícius Lodi

Para ela, uma experiência emocionante. A primeira vez que vê os italianos em campo em uma competição mundial.

Logo que ficamos sabendo que teriam jogos aqui, a gente ficou torcendo para a Itália vir aqui. Ver os jogadores entrarem em campo e cantar o hino foi emocionante. Ver outras pessoas cantando o hino com você é indescritível“, conta a nutricionista.

Paixão pela Azzurra e pela Juventus

Jean Marcarini se diz um “italiano da gema” e já foi à Itália assistir partidas da Juventus, clube ao qual desenvolveu paixão, mas esta é a primeira vez que assiste a Azzurra em campo.

Ele e Camila estavam vestidos com uniforme azul da Juve, como uma referência à cor que o país tradicionalmente utiliza.

O time de 2003 da Juventus, maior campeão do futebol italiano, foi marcante para o funcionário público. Ele conta que ver o craque tcheco Pavel Nedved o encantou.

Aquele time que venceu o Real Madrid, com o Nedved jogando muito, me fez gostar do clube. O goleiro (Gianluigi) Buffon também é uma referência. Perdemos aquela final para o Milan, mas foi uma campanha que me marcou. Foi fantástica esta oportunidade de cantar o hino italiano junto com outros descendentes hoje. Eu nem imaginava ter esta emoção“, conta.

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