Tratamento não invasivo para escoliose neuromuscular chega ao Brasil

Nova técnica, desenvolvida na França, foi aprovada pela Anvisa, e está disponível para os brasileiros

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A escoliose é considerada uma alteração para alguns dos lados da curvatura natural da coluna vertebral. Existem variações, porém, e uma das mais complexas é a escoliose neuromuscular, que pode deixar a coluna em formato de “C”. Essa deformação é proveniente de problemas neuromusculares como paralisia cerebral, mielomenigocele e distrofias musculares.

Uma técnica cirúrgica minimamente invasiva e mais segura já é realizada com sucesso na Europa. Agora, está disponível para os pacientes brasileiros, após ser aprovada pela Anvisa.

A técnica é chamada de “fixação iliacossacral” e foi criada pelo médico ortopedista francês, Prof. Dr. Jean Dubousset. O especialista apresentou-a durante o XVII congresso Brasileiro de Coluna, em São Paulo, neste ano.

O Estado de São Paulo foi o primeiro a receber essa cirurgia. O “pai da técnica”, Dr. Dubousset, realizou os procedimentos no Hospital AACD e na Santa Casa de Misericórdia, ambas na capital paulistana, e em Ribeiro Preto.

O Espírito Santo e o Rio de Janeiro serão as próximas áreas contempladas. Responsável pela implantação nestes estados, o diretor comercial Alexandre Comes explica que a cirurgia é mais indicada para o público infantil.

“O procedimento corrige a curvatura da coluna do paciente em cerca de 90%, sem artrodese, e permite que a criança não tenha o crescimento comprometido, já que estará com um dispositivo de crescimento acoplado ao sistema da coluna”, ensinou.

O método é considerado por especialistas como revolucionário. Diferente do convencional, não é preciso que o paciente tenha completado a sua fase de crescimento para tratar a progressão da escoliose e nem precisa voltar a realizar uma nova cirurgia.

“A técnica é mais segura e pouco incisiva, menos que o dobro do tamanho do corte no paciente. Desta forma, a recuperação dele é cerca de 60% mais rápida que o normal, além do resultado mais satisfatório”, destacou Comes.

Após ser submetida à cirurgia, a criança poderá seguir a vida mais normal possível e até sentar e andar de forma quase ereta, o que não seria imaginável antes do procedimento.

Raio-x: antes e depois de criança francesa submetida a “técnica iliacossacral”

Em breve, os capixabas vão ter acesso, primeiramente, por meio de convênios médicos ou particulares. A indicação é de que os pais da criança procurem um médico ortopedista.